A DOR QUE MACHUCA É A DOR QUE ENSINA.

POR MAIS QUE CHORES E SOFRAS SEMPRE HAVERÁ UMA SAÍDA.

O TEMPO MUDA AS PESSOAS, MAS AS PESSOAS MUDAM COM O TEMPO.


ELMAR - O CONSELHEIRO CERTO PARA AS HORAS INCERTAS.


30/09/2010

COMO VEJO O AMOR / 1ª PARTE




As pessoas ficam exauridas com os ciclos e os becos sem saída do romance, que começam a se perguntar se realmente existe essa coisa chamada de ‘amo’. Existe, mas algumas vezes precisamos promover profundas mudanças de atitudes antes de podermos descobrir o que é o amor e assim abrir um espaço para ele em nossa vida.

O amor entre seres humanos é uma das realidades absolutas da natureza humana. Assim como a alma - psique – era uma das deidades da Grécia antiga, o amor também era um deus o seu nome era Eros. Por ser um arquétipo do inconsciente coletivo, os gregos o viam como sendo eterno e universal. Por ser o amor um arquétipo, ele apresenta sua própria individualidade, suas peculiaridades, sua ‘personalidade’. Como um deus, estado de ser um deus, o amor comporta-se como ‘pessoa’ no inconsciente, um ser independente na psique.

Amor é distinto do meu ego; ele já estava no mundo antes do meu ego chegar, mais quando este se for, o amor continuará a existir aqui. Ainda assim, o amor é alguma coisa ou ‘alguém’ que habita dentro de cada um. É uma força que atua do interior para o exterior, que permite ao ego enxergar além de si mesmo, e com isso ver os outros seres humanos como algo que deve ser valorizado, estimado e não usado. Quando eu digo que ‘amo’, não sou eu quem ama; na realidade, é o amor que age através de mim.

O amor não é algo que eu faço, mas algo que eu sou, ele não é um fazer – uma ligação, uma construção de elos, com outros mortais. Uma identificação que simplesmente flui de dentro para fora, independentemente de minhas intenções ou de meu esforço. Esse estado de ser pode expressar-se na ação ou na forma de tratar as pessoas, mas jamais poderá ser reduzido a um conjunto de ‘fazeres’. É o sentir interior O amor realiza melhor sua alquimia mais do que podemos imaginar. Ama e permanece em silêncio. O amor existe independentemente de nossas opiniões sobre como ele deveria ser.

Apesar das mentiras e do egoísmo que tentamos justificar em nome do ‘amor’, ainda assim ele mantém imutáveis suas características. Sua existência e sua natureza não dependem da nossa ilusão, de nossas opiniões ou de nossas fraudes. O amor não é o que a sociedade nos leva a esperar, não é aquilo que o nosso ego deseja, não é o palavreado piegas nem os êxtases exagerados que nos acostumamos a esperar dele. Acontece que o amor é, ele é aquilo que ‘eu sou’, e não o que o ego gostaria que ele fosse.

É necessário que saibamos tudo isso a respeito do amor, caso contrário jamais agüentaríamos encarar honestamente nossos auto-enganos. Às vezes as pessoas dizem: ‘ Não me tirem as ilusões; e não me restará mais nada na vida. Parece que consideramos o amor como um ‘artefato feito pelo homem’, como se fora uma criação de nossa mente. Apesar de o amor romântico não se ter transformado naquilo que pensávamos dele, ainda assim existe inerentemente dentro de nós um amor humano, que estará conosco mesmo depois que as projeções, as ilusões e os artifícios tiverem desaparecido.


Elmar